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Reduzir inflação no Brasil e desinflacionar serviços é desafio duro, diz diretor do BC


Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) – O desafio para que as taxas de inflação reduzam no Brasil ainda é grande à frente, disse nesta sexta-feira o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, classificando a tarefa de segurar a alta de preços no setor de serviços como desafio duro.

“Se a gente quer ter inflação ancorada na meta de 3% a partir de 2024, precisa desinflacionar serviços. 8,5% de (inflação de) serviços não é consistente com uma meta de 3%, a gente precisa trazer serviços de volta para o que era no pré-pandemia. Esse é talvez o desafio mais duro”, disse.

Em evento promovido pelo Bradesco Asset Management, Serra afirmou esperar que a dinâmica da atividade econômica distensione daqui para frente, com uma convergência da inflação para a meta a partir do primeiro ou segundo trimestre de 2024.

Na avaliação do diretor, o fato de o mercado de trabalho estar mais apertado do que os patamares vistos antes da pandemia de Covid-19 é um desafio a mais para a desinflação de serviços.

Ele ponderou que o impacto da reforma trabalhista aprovada durante o governo Michel Temer tende a baixar a taxa estrutural de desemprego no país, o que ainda daria margem para criação de novas vagas sem pressionar a inflação.

O diretor afirmou que indicadores econômicos já mostram impacto do aperto monetário promovido pelo BC para debelar a alta de preços. Segundo ele, o país passou a registrar recuo nas vendas do varejo, especialmente em categorias mais ligadas à concessão de crédito, como veículos, eletrodomésticos e construção.

“Está, sim, batendo a política monetária”, afirmou.

Na apresentação, ele afirmou que o BC evita falar sobre política fiscal, principalmente num momento de transição de governo, mas afirmou que os mercados globais têm reagido mais fortemente a políticas de expansão de gastos públicos.

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